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Baratas pragas ou não ? Como evitar ?

  • O inseticida ?de prateleira? ou vendido em supermercados é eficiente para resolver aparições pontuais


    O inseticida ?de prateleira? ou vendido em supermercados é eficiente para resolver aparições pontuais
O calor é uma festa. Traz sol, praia, piscina e... baratas. Esses odiados bichinhos se animam com a chegada da estação, porque é nessa época que se reproduzem com maior facilidade, graças à aceleração de seu metabolismo. Como todo inseto, as baratas não produzem calor e precisam de um lugar quentinho para se abrigar - entre 25° e 28° C – já que dependem exclusivamente da temperatura ambiente. Portanto, nas noites quentes é melhor se preparar: a chance de alguma barata cruzar o seu caminho é grande.
Como os dias de calor intenso já começaram, o UOL Casa e Decoração preparou um "guia da barata" para você conhecer um pouco mais desses bichos tão comuns e nojentinhos – para muitos. Digamos, ancestrais, esses insetos podem viver longos anos (!) e podem, sim, transmitir doenças. Veja!

MAIS PRAGAS URBANAS

Mosquitinhos
Cupins
Formigas
Pulgas
Desde muito antes da antiguidade
As baratas são insetos muito, muito antigos, com ancestrais datados de 300 milhões de anos (período Carbonífero da era Paleozóica). Dentre as mais de cinco mil espécies existentes no mundo, duas se destacam no meio urbano: a Blattella germânica, pequena, amarronzada e achatada, com duas listras pretas longitudinais nas costas (vive em frestas e cavidades) e a Periplaneta americana, grande, castanho avermelhada, com uma mancha circular amarelada em volta das costas (vive em esgotos e em áreas maiores como forros, porões, cabines elétricas, tubulações de águas pluviais).
A primeira é conhecida como barata da cozinha ou francesinha, mais comum em bares e restaurantes - povoam até máquinas de café - e podem viver em média nove meses. Já a Periplaneta é a terrível cascuda voadora que chega a viver até três anos, sendo um dos insetos mais temidos e repugnantes para mulheres e crianças (dizem que alguns homens também fogem gritando).
Segundo a bióloga e diretora técnica da ABCVP (Associação Brasileira de Controle de Vetores e Pragas), Lucy Figueiredo, outras espécies também têm ocorrido com certa frequência nas áreas urbanas, como a barata manchada (Supella longipalpa - pequena, com manchas branco-amareladas e marrons, como um jogo de xadrez), e a barata do jardim ou do suriname (Pycnoscellus surinamensis - marrom acinzentada, meio esfumaçada, tamanho médio e sem manchas). 
  • REPRODUÇÃO
  • ONDE VIVEM?
  • ATAQUE E DANO
  • PREVENÇÃO E COMBATE
  • Getty Images
De acordo com a bióloga e mestre em saúde pública Lucia Schuller, as baratas são ovíparas, ou seja, botam ovos. Esses ovos vêm embalados num envoltório chamado ooteca - quase como um ninho fechado - e sua quantidade varia de espécie para espécie.
Por exemplo, a germânica chega a produzir 48 ovos por ooteca e gera cerca de oito ootecas em sua vida adulta, matematicamente falando: se tudo der certo para tal inseto, a baratinha pode produzir mais de 300 rebentos, as ninfas, que ainda não têm asas nem aparelho reprodutor definido. Por sua vez, a Periplaneta coloca somente 16 ovos por ooteca, porém é capaz de liberar 90 ootecas - durante a vida - em lugares protegidos, o que dá um pouco mais de 1.400 cascudas povoando os esgotos.
Nessa questão do cuidado “maternal”, a germânica vai além. Ela carrega a ooteca o tempo todo e só libera a bolsa quando os ovos estão a ponto de eclodir, dessa maneira, protege as futuras baratinhas até o último segundo. “E essa não é uma característica comum aos insetos”, explica Schuller.
A ooteca é forte, tem proteção contra agentes externos e o inseticida não chega a atingi-la, mas se a fêmea sofre um ataque com o químico, libera rapidamente o envoltório para que os ovos possam eclodir – estejam na etapa de desenvolvimento que estiverem -, em uma última tentativa de perpetuar a espécie.
Fonte: UOL - 2012

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